Informação sobre infecção urinária, causas, sintomas e tratamento de infecção urinária, com diagnóstico de pielonefrite e cistite.


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Tratamento da pielonefrite

A pielonefrite (infecção do trato urinário alta) de origem comunitária e não complicada inicialmente pode ser tratada em regime ambulatorial, com reavaliação a cada 48 h para determinar a efetividade do tratamento. Em pacientes com sinais de instabilidade ou com fatores associados à ocorrência de ITU complicada, devem preferencialmente ser internados. Nestes pacientes o uso de anti microbianos endovenosos deverá ser instituído até que se encontrem sem febre por um período de 48 a 72 h, quando a terapia pode ser completada por via oral. Em caso de internação hospitalar, recomenda-se a coleta de hemoculturas e a realização de ultrassonografia.

Tratamento da Cistite

O tratamento da cistite (infecção do trato urinário baixa) de origem comunitária em mulheres jovens imunocompetentes e sem fatores associados à ocorrência de infecção do trato urinário complicada pode ser instituído empiricamente sem a solicitação de urocultura. Para isto deve existir dois ou mais dos sintomas como disúria, urgência miccional, polaciúria, nictúria e dor suprapúbica, associado ao encontro de leucocitúria na urina tipo 1. Já em mulheres idosas ou diabéticas, a investigação com urocultura é necessária, o tempo de uso dos agentes deve ser prolongado (10 a 14 dias) e a ciprofloxacina 500 mg VO de 12/12 h passa a fazer parte das opções terapêuticas.
Em gestantes com cistite de origem comunitária, algumas contra indicações relativas a determinados anti microbianos promovem uma redução significativa com relação às drogas potencialmente utilizáveis.
As possibilidades terapêuticas disponíveis para a gestante são antibióticos beta-lactâmicos, nitrofurantoína e fosfomicina.
Quando a cistite ocorre em pacientes do sexo masculino a ciprofloxacina é uma opção terapêutica e o tempo de tratamento se prolonga para 10 a 14 dias.
Caso o paciente possua mais de 60 anos, justifica-se a realização do exame de próstata e a solicitação de urocultura e teste de sensibilidade a anti microbianos deve ser realizada em todos os casos.
O uso de Sulfametoxazol+Trimetoprin, amplamente difundido em guias internacionais, poderá ser utilizado baseado em teste de sensibilidade a anti microbianos e não em tratamento empírico, devido ao aumento de resistência desta droga em isolados de Escherichia coli.
Os anti microbianos da classe dos aminoglicosídeos, apesar de possuírem excelente ação sobre enterobacteriácias no trato urinário, têm seu uso restringido devido ao potencial de nefrotoxicidade e a existência de drogas com excelente ação e com perfil de segurança maior em relação aos efeitos colaterais.
Entretanto são opções válidas nos casos de contraindicações de outros agentes ou guiado por teste de sensibilidade a anti microbianos, não sendo, portanto, indicado entre as primeiras opções para tratamento. As drogas e doses utilizadas são, Gentamicina 3mg/Kg/dia dividido em 3 doses diárias e Amicacina 15mg/Kg/dia em dose única com infusão de 1h.

Tratamento de infecção urinária

Nas formas clássicas não complicadas, o tratamento de base é feito com antibióticos por via oral a curto período de tempo, 3 a 5 dias. Pode-se usar uma cefalosporina de 1º geração como a cefalexina (Keflex), Sulmetoxazol-trimetropim (bactrim), Macrodantina ou uma quinolona (Norfloxacina ou ciprofloxacina, esta última com alcance para pielonefrite).
O Cloridrato de Fenazopiridina, marca comercial Pyridium, pode ser tomado por boca, aliviando o desconforto urinário da doença, mas não tratando a infecção, pois não é um antibiótico. Pode deixar a urina alaranjada.
A bacteriúria assintomática não deve ser tratada de rotina, com algumas exceções. Nas gestantes por exemplo, infecção do trato urinário ou bacteriúria assintomática devem ser tratadas por 7 dias por boca pelo risco de trabalho de parto precoce e infecção amniótica e neonatal - lembrar que o uso de bactrim e quinolonas pode ser teratogênico e deve ser evitado na gestação.
A pielonefrite é um quadro mais grave, podendo a vitma evoluir com queda do estado geral e sepse grave. Por isso, muitas vezes é necessário internação e antibiótico por via endovenosa e coleta de exames.